De estados de espírito e não só...


O paradoxo do tempo



O paradoxo do tempo
(Por: Marcos Woyames de Albuquerque)
Algumas pessoas, eu sou uma delas, são apaixonadas por estrelas.
Muitas pessoas já fizeram esta avaliação. Certamente não serei o primeiro.
Os físicos, os astrônomos, os grandes mestres que me perdoem, mas vou me intrometer.
Uma estrelinha, bem pequenininha, lá no fundo do universo. Aquela de luzinha enfumaçada, de brilho quase apagado. Longe, muito longe daqui. Anos luz de distância. Pode ser que já não exista mais há milênios. Pode ser que fisicamente tenha sido extinta antes mesmo do homem tentar entender o universo que o cerca.
Seu brilho ainda está lá porque não ouve tempo para sua escuridão nos atingir.
Tanto quanto é veloz a luz, é veloz a escuridão.
Tudo o que estou tentando dizer é que entre o fato acontecer e o presente, existe uma distância a ser percorrida e com ela um lapso de tempo a ser percebido.
Este lapso temporal será tão menor quanto menor for a distância e maior a percepção. Porém, com toda certeza, o lapso irá existir. Em existindo o lapso entre o fato e sua percepção conclui-se que quando o presente é percebido, já será passado, não haverá retorno.
Um bom exemplo se aplica ao universo literário. Há, obviamente, um lapso de tempo entre o momento que alguém escreve e o momento que o texto está sendo lido.
Para quem lê é presente. O presente de quem lê, é o futuro de quem escreve. Por outro lado, o presente de quem lê, será passado para quem escreveu.
O presente é tão rápido, tão efêmero, que mal começa e já é passado.
Presente, passado e futuro, passam a ser uma questão de ponto de vista.
Ouvi alguém dizer, apenas ouvi, não o vi e, portanto, não sei quem disse:
"O tempo é o fogo que nos consome."
O presente é fogo que se alimentou do passado. O futuro será fogo alimentado pelo presente, quando então será passado.
A chama que nos consome é alimentada pelo presente e temperada pelo passado.
Não há chama para o futuro. Apenas perspectiva. O futuro é uma total incógnita!
Se o futuro é uma medida incógnita; Se o futuro só será real quando se tornar presente; Se o presente, dentro de sua infinitamente pequena transitoriedade, tão logo existe e já é passado.
Corro o risco de afirmar que o presente, o passado e o futuro, não passam de um paradoxo. Presente, passado e futuro são férteis criações da imaginação.
Hoje, gostei especialmente de ler este texto, e tendo o meu presente mais tempo que o passado, escrevo na esperança de que o futuro mesmo incógnito, seja um mero lapso de tempo no presente.

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Special Day !!!


!!! PARABENS AEGIR !!!
Hoje é o teu dia .... muitas felicidades deste sempre amigo. A.A.
"No lapse of time or distance of place can lessen the friendship of those who are truly persuaded of each other's worth." - Unknown

Dust if you must

Dust if you must but wouldn't it be better
To paint a picture or write a letter,
Bake a cake or plant a seed.
Ponder the difference between want and need.

Dust if you must but there's not much time,
With rivers to swim and mountains to climb!
Music to hear and books to read,
Friends to cherish and life to lead.

Dust if you must but the world's out there
With the sun in your eyes, the wind in your hair,
A flutter of snow, a shower of rain.
This day will not come around again.

Dust if you must but bear in mind,
Old age will come and it's not kind.
And when you go and go you must,
You, yourself, will make more dust.

Humor inglês


Eles têm uma forma deliciosamente sarcástica de retratar a vida!

Recordações


A propósito de umas "limpezas" forçadas, hoje meti-me a arrumar um saco de memórias.
Todas antigas, algumas com mais de 20 anos.
A primeira coisa que me foi estranha foi chegar à conclusão que já tinha memórias guardadas com 20 anos. Estou a ficar velho, portanto.
Depois foi todo um processo de catártese estranho.
Se havia memórias que ainda me dizem coisas, outras havia que já eram só isso. Memórias com registo físico e que se limitavam a essa existência física, na medida em que, pelos vistos, já as tinha purgado da minha memória emocional e cerebral.
Quem me conhece sabe o quanto me custa separar-me dos meus tarecos. Dizem que é do signo, não sei...
Mas hoje impus-me um desafio - a obrigatoriedade de seleccionar as memórias que teriam de ser destruídas.
Curiosamente, foi algo que custou menos do que eu pensava. Muito menos!
Acho que a idade e a distância de muitas dessas memórias me soltarm o suficiente para as deixar seguir o seu caminho. Não sei bem para onde, mas sei que para fora da minha vida.
Não que tenha estado a apagar coisas menos boas ou que queria esquecer. Simplesmente, eram coisas que tiveram o seu tempo na minha vida e estavam, manifestamente, fora de prazo.
Curioso é também sentir que a pessoa que hoje sou é diferente da pessoa que fui nos tempos dessas memórias.
Como se houvesse uma barreira entre dois eus.
Ao ponto de até me sentir estranho a mim próprio.
A arrumação foi feita.
E as memórias "físicas" que sobram são muito menos que aquelas que tinha acumulado. Sobraram, talvez, um quinto delas em volume.
Mas acho que esse quinto e a minha ponte com o meu passado.
Cartas de namoricos, correspondência, bilhetes, registos, diários... Foram quase todos.
Deixei partir algumas pessoas que passaram pela minha vida. Umas que já partiram deste mundo, outras que andam por aí, algures, na vida delas.
E no final, fica uma certa sensação de estranho conforto.
Uma espécie de leveza, talvez.
Sensação reforçada pela continuação e manutenção de algumas das memórias que são os meus tesouros.
No meio de conchas, fotografias, poemas e outras coisas que sobram, partilho umas palavras que me dedicaram no meu aniversário do longínquo ano de 1991.
Embora ela nunca tenha ganho a coragem para tocar violino só para mim, deu-me muitas outras coisas. E, olhando para trás, para o que vivemos e para os registos que deixou, tenho a sensação que gostou muito mais de mim do que alguma vez pensei que ela tivesse gostado. Por vezes andamos tão distraídos a viver a nossa vida que nos esquecemos de a viver como deve ser.
Paradoxal, não é?


Se não puderes ser um pinheiro no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale,
Mas sê o melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva,
E dá alegria a um caminho.
Se não puderes ser estrada,
Sê apenas uma senda.
Se não puderes ser sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê melhor no que quer que sejas!

[CSG]

O silêncio

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

[música & letra de Maria Guinot, 1984]

Bom para fazer companhia

quando se tem banda larga.

Vão aqui e sirvam-se.

E se não gostarem da música, queixem-se ao DJ. Isto é, a vocês próprios, pois desde a época e estilo até alinhamento, são vocês que o fazem.

Som diferente

Apanhei há uns dias um som novo na rádio.
Demorei algum tempo a perceber se gostava ou não...
Soa diferente, mas soa bem.
Gosto muito! Da música e da letra.
Aqui vão ambas.



Do I attract you?
Do I repulse you with my queasy smile?
Am I too dirty?
Am I too flirty?
Do I like what you like?

I could be wholesome
I could be loathsome

I guess Im a little bit shy
Why dont you like me?
Why dont you like me without making me try?

I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
I've gone identity mad!

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!

How can I help it
How can I help it
How can I help what you think?
Hello my baby
Hello my baby
Putting my life on the brink
Why dont yo like me
Why dont you like me
Why dont you like yourself?
Should I bend over?
Should I look older just to be put on your shelf?

I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
I've gone identity mad!

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!

Say what you want to satisfy yourself
But you only want what everybody else says you should want

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Walk out the door!

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Walk out the door!

Tenho de comprar uma caixa disto!


Fernando Pessoa


Deixo aqui umas palavras, com as quais me identifico, do grande Pessoa.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."